RELACIONAMENTOS PROVACIONAIS. “Não separe, pois, o homem, o que Deus juntou”.

Afinal, o que importa à Deus? Os relacionamentos devem ser mantidos à todo custo, ou somente por Amor? Relações sofridas — apenas sadomasoquismo ou resgate? Leia mais…
Observemos a linda poesia de Vinícius de Morais: “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure.” Não seria este famoso verso, uma interpretação que leva a banalização do Amor, e que o confunda com Paixão, um incentivo à tantos relacionamentos desastrosos que frequentemente temos notícias?
Falemos neste artigo de Relacionamentos, pois prefiro não me restringir a Casamentos, visto que aspectos religiosos, hoje não tem mais a mesma conotação de outrora, e que institutos legais, atualmente, cercam com igual segurança jurídica a união estável e o direito dos filhos nascidos fora do casamento.
Tampouco irei abordar a união de pessoas de mesmo sexo e o divórcio, pois decerto poderão ser analisados em artigos específicos posteriormente.
Hoje em dia, dados estatísticos mundiais, indicam que entre 60% e 75% dos casamentos acabam em divórcio. E o que é pior, de consequências traumáticas para cônjuges e filhos.
Mas falemos sobre relacionamentos difíceis. Daqueles que muita gente observa e comenta: “nossa, como é que ela (ele) aguenta???”, ou “para que viverem juntos só de fachada”…
De todos os problemas humanos mais presentes nos atendimentos psicoterapêuticos, as crises de relacionamento são os mais comuns, seguidos de perto apenas por problemas de sexualidade.
E dado ao excesso de liberdade, ou modernismo social, esses problemas “conjugais” começam hoje aos 16 anos para moças e rapazes, que vão treinando em casa dos pais, brincando de marido e mulher, sem no entanto serem adequadamente treinados para viver com responsabilidade e tratar com seriedade as consequências advindas dessas modernidades. É muito comum hoje, pais alegarem que preferem que suas filhas adolescentes durmam com os namorados em casa, ou na casa deles, que vê-las nas ruas ou em motéis (???) — será uma forma de protegê-las mesmo? Ou de evitarem confrontos? Ou apenas para continuarem ocupados de si mesmos? A questão é serem omissos nas consequências possíveis, deixando os jovens à deriva quando ocorrem os problemas maiores que não serão resolvidos apenas com dinheiro, muito menos na falta dele…
O fato é muitos relacionamentos fracassam ou se mantém aos “trancos e barrancos” e muitos acabam em tragédia. Porque? Vamos analisar por partes…
Sob a visão da Psicologia Analítica de Jung
O arquétipo da anima (termo em latim para alma), constitui o lado feminino no homem, e o arquétipo do animus (termo em latim para mente ou espírito), constitui o lado masculino na psique da mulher. Ambos os sexos possuem aspectos do sexo oposto, não só biologicamente, através dos hormônios e genes, como também, psicologicamente através de sentimentos e atitudes.
O homem traz consigo, como herança, a imagem de mulher. Não a imagem de uma ou de outra mulher especificamente, mas sim uma imagem arquetípica, ou seja, formada ao longo da existência humana e sedimentada através das experiências masculinas com o sexo oposto. Cada mulher, por sua vez, desenvolveu seu arquétipo de animus através das experiências com o homem durante toda a evolução da humanidade.

Entretanto, anima e animus não são simétricos e tem seus efeitos próprios.
O animus e a anima devidamente reconhecidos e integrados ao ego, contribuirão para a maturidade do psiquismo. Jung salienta que o trabalho de integração da anima é tarefa difícil. Diz ele: “Se o confronto com a sombra é obra do aprendiz, o confronto com a anima é obra-prima. A relação com a anima é outro teste de coragem, uma prova de fogo para as forças espirituais e morais do homem. Jamais devemos esquecer que, em se tratando da anima, estamos lidando com realidades psíquicas, as quais até então nunca foram apropriadas pelo homem, uma vez que se mantinham foram de seu âmbito psíquico, sob a forma de projeções.”
O homem, quando se apaixona por uma mulher, está projetando a imagem da mulher que ele tem internalizada. É fato que a pessoa que recebe a projeção é portadora, como dizia Jung, de um “gancho” que a aceita perfeitamente. O ato de apaixonar-se e decepcionar-se, nada mais é do que projeção e retirada da projeção do objeto externo. Geralmente o que se ouve é que a pessoa amada deixou de ser aquela por quem ele se apaixonou, quando na verdade ela nunca foi, só serviu como suporte da projeção de seus próprios conteúdos internos.
Para o homem a mãe é o primeiro “gancho” a receber a projeção da anima, ainda quando menino, o que se dá inconscientemente.
Salienta Jung: “Para o filho, a anima oculta-se no poder dominador da mãe e a ligação sentimental com ela dura às vezes a vida inteira, prejudicando gravemente o destino do homem ou, inversamente, animando a sua coragem para os atos mais arrojados.”
A projeção é um processo inconsciente automático que só cessa a partir do momento que o sujeito passa a ter consciência que os conteúdos projetados pertencem a ele próprio.
“Fala-se muito em casamento por conveniência, mas pouco se diz do casamento por conveniência psicológica. Um exemplo pode ser a pessoa tímida que busca como parceiro alguém extrovertido, que compense sua característica ou, na pior das hipóteses, que a ‘carregue’. Isso acontece quando a pessoa não se satisfaz com a forma como é e procura projetar seus desejos no outro. Ela precisa do outro para ser feliz porque não consegue ser feliz consigo mesma” — (CAMPOS, 2000, p. 22).
O que nos leva a uma compreensão que muitas vezes o que ocorre nos embates da vida conjugal, é resultado de uma projeção de expectativas, quase sempre frustradas, onde um espera no outro o que deveria esperar de si. Ou um comportamento onde Eu tenho todos os direitos e você todos os deveres para comigo.
Um outro aspecto de relevância é a influência do modelo familiar dos pais que se repetirá na vida dos filhos:

“Em regra, a vida que os pais podiam ter vivido, mas foi impedido por motivos artificiais, é herdada pelos filhos, sob uma forma oposta. Isto significa que os filhos são forçados inconscientemente a tomar um rumo na vida que compense o que os pais não realizaram na própria vida (…) A inconsistência artificial dos pais tem as piores consequências (…) A escolha do cônjuge poderá ficar livre de tais influências, se os instintos não estiverem atrofiados, mas cedo ou tarde se manifestarão certos obstáculos. A escolha feita apenas sob o impulso do instinto poderia ser a melhor, do ponto de vista da conservação da espécie; do ponto de vista psicológico, porém, nem sempre é a acertada porque muitas vezes há de existir uma grande distância entre a personalidade meramente instintiva e a personalidade individualmente diferenciada” (JUNG, 1986, p. 196 e 197).
Em síntese, um relacionamento que não surja do amor consciente, também poderá surgir pela deformidade de desejos sexuais precoces ou pervertidos, ou por ideais interesseiros incutidos pela família ou por esses exemplos observados dela.
E sob o ponto de vista religioso-cristão
(Mateus, cap. XIX, vv. 3 a 9.) — Jesus supostamente tratou do assunto: “Também os fariseus vieram ter com ele, para o tentarem, e lhe disseram: Será permitido a um homem despedir sua mulher, por qualquer motivo? Ele respondeu: — Não lestes que aquele que criou o homem desde o princípio os criou macho e fêmea e disse: Por esta razão, o homem deixará seu pai e sua mãe e se ligará à sua mulher e não farão os dois senão uma só carne? Assim, já não serão duas, mas uma só carne. Não separe, pois, o homem, o que Deus juntou” .
“Mas, por que então, retrucaram eles, ordenava Moisés que o marido desse à sua mulher um escrito de separação e a despedisse? Jesus respondeu: — Foi por causa da dureza do vosso coração que Moisés permitiu despedísseis vossas mulheres; mas, no começo, não foi assim. Por isso eu vos declaro que aquele que despede sua mulher, a não ser em caso de adultério, e desposa outra, comete adultério; e que aquele que desposa a mulher que outro despediu também comete adultério”.
Parece que mesmo Jesus concordava com a lei Mosaica e que apenas o adultério permitiria a dissolução do casamento…
Mas, nem sempre a união do homem e da mulher foi incentivada pelo motivo mais nobre que seria o amor.
Vejamos o que disse o apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 7.2:
“Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”.
O apóstolo indica o leito conjugal como única forma de evitar-se o relacionamento ilegítimo, o mau uso do sexo. Mais adiante, no versículo 9 ele encerra dizendo:
“Se não podem conter-se, casem-se; porque é melhor casar do que ficar ardendo em desejos [abrasar-se]”.
Então, na interpretação bíblica, a forma correta de darmos curso aos desejos sexuais é no matrimônio.
Mas a igreja moderna, atualmente, ensina aos jovens que o respeito mútuo é a base dos relacionamentos e seu corpo é território sagrado que não deve ser invadido ou utilizado sem amor e sem responsabilidade.
E assim, entende-se que um relacionamento cujas bases sejam o interesse e/ou a sensualidade, e não o respeito e o amor, não se sustentará e dará margens a toda sorte de desentendimentos e consequências indesejáveis.
E na visão espírita
Tudo normalmente começa com uma atração, que dá origem ao namoro.
No plano espiritual estes encontros são traçados obedecendo às Leis da reencarnação entre espíritos que, possivelmente, já tenham partilhado experiências passadas a nível afetivo e sexual. Embora os estudos terrenos estejam propensos a designarem a atração entre dois seres através da libido, não podemos negligenciar que esta ligação vai além do físico, pois contamos com inteligências desencarnadas neste “jogo afetivo” resguardando e guiando companheiros de experiência, volvidos à reencarnação para fins de progresso e burilamento.
Allan Kardec fez perguntas sobre a importância do casamento no O Livro dos Espíritos:

“Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família? — Um recrudescimento (aumento) do egoísmo.
O casamento, quer dizer, a união permanente de dois seres, é contrário à lei natural? — É um progresso na marcha da Humanidade.
Qual seria o efeito da abolição do casamento na sociedade humana? — O retorno à vida animal”.
Martins Peralva, no capítulo 18 do livro Estudando a Mediunidade, apresenta uma classificação dos tipos de casamentos na Terra:
ACIDENTAIS : Se dá por efeito de atração momentânea, de almas ainda inferiorizadas. São as pessoas que se encontram, se vêm, se conhecem, se aproximam, surgindo, daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual. São muito comuns em nossa sociedade.
PROVACIONAIS: Reencontro de almas, para reajustamentos necessários à evolução delas. São os mais frequentes. É por essa razão que há tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias. Deus permite a união deles, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, seja por eles exercida nas lutas comuns.
SACRIFICIAIS: Deus permite aí, o reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimir a que se perdeu pelo caminho. Reúnem almas possuidoras de virtude a outras de sentimentos opostos. Acontece quando uma alma esclarecida, ou iluminada se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional. Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um deles. E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem. Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofredor, o objeto de sua afeição.Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardatário, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.
AFINS : Pela lei da afinidade, reencontram-se corações amigos, para consolidação de afetos. São os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São Espíritos que, pelo casamento, no doce aconchego do lar, consolidam velhos laços de afeição.
TRANSCENDENTES: São Almas engrandecidas no Bem que se buscam para realizações imortais. São constituídos por almas que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral. A vida desses casais encerra uma finalidade superior. O ideal do Bem e do Belo enche-lhes as horas e os minutos repletando-lhes as almas de doce ventura, acima de quaisquer vulgaridades terrenas, acima das emoções inferiores, o amor puro e santo.
E você, que tipo de relacionamento está vivendo?

“Se encontrastes em casa, o campo de batalha, em que sentes compelido a graves indenizações do pretérito, não te detenhas na dúvida! Suporta os conflitos à própria redenção, com valor moral do soldado que carrega o fardo da própria responsabilidade, enquanto se desenvolver a guerra a que foi trazido. Não te esqueças de que o lar é o espelho, onde o mundo contempla o teu perfil e, por isso mesmo, intrépidas e tranquilas nos compromissos esposados, saibamos enobrecê-los e santificá-los.” Emmanuel — livro Fé, Paz e Amor — Chico Xavier
Podemos apreender daí que melhor seria se o casal conseguisse permanecer casado, pois pode não ser compensadora a separação para fins do que foi previsto no acordo pré-encarnatório, sendo no entanto necessária somente em casos extremos onde impere a irracionalidade, o desamor, causando prejuízos maiores e tornando insuportável o convívio do casal.
Vejamos a opinião do médium Raul Teixeira:
“Somente aos espíritos dotados de expressivos valores morais, é permitido a escolha, a seleção, o condicionamento do núcleo familiar com quem irá casar-se ou viver afetivamente na Terra. A livre escolha é quando o indivíduo deseja realizar certos ministérios que lhe exigem entrega total. Geralmente são afetos do passado. Neste caso chamamos de prova. Faltando esses valores nos espíritos de pouca evolução (a maioria), a escolha é estabelecida pelos Espíritos Mentores que sabem o que será melhor para o progresso e a libertação gradual dos seus tutelados. Trata-se de expiação. Muitas vezes, quando encarnados, desviam-se da pessoa ou do tipo de pessoa que lhe foram planejadas. Exemplo: casam-se com outras pessoas, abortam, diminuem o número de filhos que se comprometeram ter, etc”.
Tiramos aqui o aprendizado que a grande maioria de nós será conduzida a relacionamentos provacionais ou expiatórios, em função de nossas próprias necessidades evolutivas.
A ligação sexual entre dois seres na Terra, segundo Emmanuel, Guia Espiritual de Chico Xavier, na obra Vida e Sexo, envolve a obrigação de proteger a tranquilidade e o equilíbrio de alguém que, no caso, é o parceiro ou a parceira da experiência “a dois”. E, muito comumente, os “dois” se transfiguram em outros mais, na pessoa dos filhos e demais descendentes.
Aconselha Emmanuel que a criatura humana deve evitar arrastamentos no terreno da aventura, em matéria de sexo, para que a desordem nos ajustes propostos ou aceitos não venha a romper a segurança daquele ou daquela que tomamos sob nossa assistência e cuidado, com reflexos destrutivos sobre todo o grupo em que nos arraigamos.
Na resposta à questão 701 de O Livro dos Espíritos, os Espíritos afirmaram a Allan Kardec que “a poligamia é lei humana, cuja abolição marca um progresso social”. Eles disseram que “o casamento, segundo as vistas de Deus, tem que se fundar na afeição dos seres que se unem, porque na poligamia não há afeição real. O que há é apenas sensualidade e nada mais”.

Atribui-se erradamente o conceito de poligamia apenas a casar-se com várias esposas, quando na verdade, significa relacionar-se com vários parceiros (as) simultaneamente. Então, como o “ficar” com alguém, hoje em dia, é mais comum que namorar, viver juntos ou casar, concluímos que vivemos numa sociedade que aceita e incentiva a poligamia, e que está na contramão do progresso moral. Sem falarmos nas DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis que assolam a humanidade em todas as classes sociais…
“Onde não prevalecem as afinidades do sentimento, o matrimônio terrestre é um serviço redentor e nada mais. Na maioria das situações, a morte do corpo somente ratifica uma separação que já existia na experiência vulgar. Nesses casos, o cônjuge que abandona o envoltório físico se retira da prova a que se submeteu, à maneira do devedor que atingiu a paz do resgate. Todavia, quando os laços da alma sobrepairam às emoções da jornada humana, ainda mesmo que surja o segundo casamento para o cônjuge que se demora no mundo, a comunhão espiritual continua, sublime, em doce e constante permuta de vibrações e pensamentos.” André Luiz — Nos Domínios da Mediunidade — Chico Xavier
É muito comum ocorrerem desvios de rota entre seres que estavam pré-destinados a casarem-se, ou que por motivos de força-maior não conseguem levar à cabo o que lhes foi planejado em acordo pré-encarnatório. E assim acabam se desviando. Uns dão uma grande volta, e acabam se reencontrando para concluir o que começaram, outros percorrem longos caminhos em função de escolhas erradas, e por fim se encontram, e ainda há aqueles que deixam para a próxima viagem de volta a vida, pois se desviaram tanto que o intento inicial tornou-se impossível de concretização. No romance de Richard Simonetti, intitulado “O Plano B”, temos uma perfeita ilustração desses desvios, e selecionamos o texto abaixo para uma boa conclusão:
“…O Céu rejubila-se com eventos dessa natureza, quando inspirados no amor legítimo e na disposição de uma existência a dois, marcada pelo respeito às leis divinas e pelo esforço do Bem. Desvios de rota são frequentes na jornada humana. Difícil compatibilizar o que planejamos no mundo espiritual com o que fazemos no mundo físico. Mesmo missionários que reencarnam com importantes tarefas em favor do progresso humano, não raro desviam-se, comprometendo planos cuidadosamente elaborados. É por isso que mais consertamos os estragos do passado do que edificamos para o futuro. Assim será enquanto o egoísmo for o móvel das ações humanas. Permanecemos próximos da animalidade instintiva, que favorece desvios, e distantes da angelitude, sem compatibilizar os desejos terrestres com os desígnios celestes.
Não obstante, a misericórdia divina nos oferece infinitas oportunidades de reabilitação e ninguém está irremediavelmente transviado. Não é preciso muito para valorizar a experiência reencarnatória, evitando ou superando desvios. Basta manter a luz do Evangelho, se estamos cumprindo o que Deus espera de nós. Estaremos bem perto de fazê-lo, à medida que substituirmos, no verbo de nossas ações, o Eu pelo Nós, o egoísmo pelo altruísmo, fazendo ao próximo o bem que gostaríamos de receber, conforme a sábia orientação de Jesus.”
À luz do Espiritismo, a separação se constitui em decisão muito séria, que só deve ser tomada em situações extremas.
A maioria dos casamentos na Terra, por serem provacionais, requer muita renúncia para serem levados até ao fim.
Sob o ponto de vista espiritual é recomendado o esforço para melhorar-se a si próprio, tomando consciência dos seus defeitos corrigindo-os, auxiliará a melhoria da relação, possivelmente convertendo aversões do pretérito em razoável amizade.
A separação não será solução, pois significará o protelamento de reajustes indispensáveis e, por conseguinte, a falência da união perante as Leis de Deus.
Quando envolve filhos, a separação pode significar profundas alterações de aspecto imprevisível, desviando-os do curso da própria vida, em situações por vezes debilitantes e de graves consequências — vícios, desajustes psicológicos, etc.
Se for desejada por um dos cônjuges por fuga ao compromisso assumido, não haverá outra alternativa senão aceitá-la pacificamente.
Neste caso, se a relação implicava reajuste, àquele que sucumbiu ao seu compromisso será exigido resgate futuro.
Influências Obsessivas Espirituais

Além de questões como a imaturidade, a falta de diálogo, o ciúmes, egoísmo, a fuga das responsabilidades assumidas antes da reencarnação e problemas financeiros, entre outros, há também aqueles intensificados por influências obsessivas.
Entre as várias consequências da ação obsessiva, a que ocorre com mais frequência é a INFIDELIDADE CONJUGAL.
Os obsessores atraem para o obsediado, pessoas com necessidades afetivas e determinados desejos sensuais.
Passada a fase de júbilo, de grandes satisfações, os obsessores mudam de tática levando a vítima ao desinteresse gradual e à infelicidade incitando-o ao sentimento de culpa.
E muitas vezes, não havendo o perdão, o caminho anteriormente traçado, toma outros rumos, que poderão levar a perda dos objetivos traçados no plano espiritual.
Conclusões
Enquanto o jovem enfrenta o dilema do “herói X filho X menino”, a moça vivencia o conflito “menina X materna X prostituta”, e ambos levam para dentro de seus relacionamentos esses condicionamentos inacabados, que fatalmente entrarão em choque e ocasionarão todos esses dramas de relacionamentos.
A forma de se evitar esses conflitos é a tomada de consciência, se não da família em cujo seio são produzidos esses personagens, que seja por eles mesmos. Pois o que não falta na sociedade são casos e exemplos, e principalmente oportunidades para aprendizados e mudanças, que mais cedo ou mais tarde ocorrerão, ou pelo amor, ou pela dor.
Nos vemos no próximo artigo, até lá!
“O amor é isso. Não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço.” (Mario Quintana)
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FONTES:
O Plano B — Richard Simonetti
Estudando a Mediunidade — Martins Peralva
O Livro dos Espíritos — Allan Kardec
Revista Científica Eletrônica de Psicologia — Ano VI — N°8 — maio/2008
https://pt.wikipedia.org/wiki/
http://fraterluz.blogspot.com.br/2013/08/relacionamento-conjugal-na-visao.html
https://psiqueobjetiva.wordpress.com/category/relacionamentos-amorosos/
http://bvespirita.com/Apostila%2009%20-%20Casamento%20(Grupo%20de%20Estudo%20Allan%20Kardec).pdf