top of page

TOC — Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

  • Moyses Araujo
  • 31 de mai. de 2016
  • 9 min de leitura

Cena do filme “Melhor é Impossível” com Jack Nicholson –Sensacional!!!


TOC — Transtorno Obsessivo-Compulsivo. Você tem mania de limpeza? Ou é aquela pessoa que quer sempre tudo arrumadinho? Não gosta de apertar as mãos dos outros, ou só pega nas maçanetas com lenço? Volta várias vezes na porta para ver se trancou a fechadura? Percebe pensamentos que “não são seus”, porém não consegue resistir a eles? Cuidado! Pode ser TOC…

Muito embora no filme Melhor é Impossível, estrelado por Jack Nicholson, o TOC seja apresentado de forma bem-humorada, podemos ter absoluta certeza que pessoas que sofrem desse transtorno sofrem e possivelmente causam sofrimentos aos seus familiares. A psicologia afirma que todos nós temos algum nível de TOC, mas que em proporções mínimas, não chega a ser nocivo e passa desapercebido.

O TOC prejudicial, trata-se de um mal que atinge em torno de 3% da população mundial, inclusive crianças, embora mais frequentemente, seja diagnosticado a partir dos 20 anos de idade. Um estudo científico realizado com alunos de ensino médio, relatou que 90% dos diagnosticados com a doença, desconheciam o fato, e apenas 6,7% dos diagnosticados, já tinham realizado algum tipo de tratamento, os demais, embora soubessem, mantinham-se afastados de qualquer tipo de ajuda.

O indivíduo pode ter percepção ou não, que está acometido deste mal. Quando tem essa percepção, as pessoas acometidas por este transtorno escondem de amigos e familiares essas ideias e comportamentos, tanto por vergonha, quanto por terem noção do absurdo das exigências autoimpostas, devido aos impulsos que não conseguem conter.

Dessa forma, esse problema passa a ser incapacitante no momento em que as obsessões podem consumir tempo e interferirem significativamente em sua rotina normal, assim como em seu trabalho, nas suas atividades sociais ou nos relacionamentos com amigos e familiares.

Definição — TOC (DSM-5 código 300.3 F42 e CID 10 F 42.8 *)

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) ou Perturbação Obsessivo-Compulsiva (POC) (Português de Portugal) é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos, no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos pela sociedade ou por si próprios; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e “rituais” que são incontroláveis ou dificilmente controláveis.

O transtorno obsessivo-compulsivo é considerado o quarto diagnóstico psiquiátrico mais frequente na população. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), até o ano 2020 o transtorno obsessivo-compulsivo estará entre os dez motivos mais importantes de comprometimento por doença. Além da interferência nas atividades, os sintomas obsessivo-compulsivos (SOC) causam incomodo e angústia aos pacientes e seus familiares.

Apesar de ter sido descrito há mais de um século, e dos vários estudos publicados até o momento, o transtorno obsessivo-compulsivo ainda é considerado um “enigma”. Questões como a descoberta de possíveis fatores etiológicos, diversidade de sintomas e como respondem aos tratamentos continuam sendo um desafio para os pesquisadores.


Segundo Zamignani; Labatte (2001), os comportamentos obsessivos são comportamentos/pensamentos, ideias ou imagens (essas podendo ser auditivas ou visuais) sempre persistentes, causando ansiedade ou sofrimento ao indivíduo. Já as compulsões são comportamentos abertos ou encobertos repetitivos, em que o indivíduo sente-se forçado a executar algum comportamento que não é de sua vontade. Desse modo, a compulsão pode, ou não, ser estereotipada, e esses comportamentos têm como função a prevenção de eventos de fuga/esquiva de estímulos ou obsessão (pensamentos) incômodos, assim, quando o ato de compulsão acaba, o indivíduo, geralmente, sente um alivio temporário de ansiedade.

O TOC em crianças e adolescentes

Mesmo sendo altamente prevalente em crianças e adolescentes, o TOC muitas vezes não é percebido pela família, o que acaba acarretando em um longo período entre o início dos sintomas e a procura do tratamento. Uma das dificuldades para a identificação precoce reside no fato de o início do TOC geralmente ser insidioso o que faz com que muitas vezes, seja percebido apenas quando já está interferindo gravemente nas rotinas da criança. Além disso, para os pais é difícil separar o que é um comportamento normal do que é claramente excessivo, e muitas vezes só irão se dar conta de que está ocorrendo algo de errado quando os sintomas já estão graves.

Em muitas crianças e adolescentes, o primeiro sinal ocorre na escola quando os pais são chamados em razão de comportamentos estranhos como isolar-se dos colegas na hora do recreio, não querer mais brincar na caixa de areia ou não querer mais usar o banheiro. Essas manifestações geralmente são acompanhadas de uma clara queda no rendimento escolar e eventualmente, por não querer mais ir às aulas.


O TOC na infância tem muitas semelhanças com o TOC de adultos, mas apresenta algumas diferenças. O TOC de início precoce (antes da puberdade) ocorre mais em meninos, tem um alto índice de comorbidades com transtornos afetivos, tiques e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), está associado a uma maior herdabilidade genética. São mais comuns obsessões de conteúdo agressivo, como o medo de causar ferimentos, medo de separação, compulsões não acompanhadas de obsessões (alinhamento/simetria, repetições), bem como o envolvimento de outros membros da família nos rituais. Os pacientes pediátricos por outro lado, apresentam geralmente, pouco insight (compreensão) sobre a natureza de suas obsessões, que é associada à dificuldade de expressão verbal, o que torna o diagnóstico mais difícil (Geller, 2006).

Os sintomas mais comuns são os medos de contaminação seguidos de compulsões de limpeza e lavagens (ex. não dividir um lanche, evitar utilizar o banheiro da escola ou da casa de um amigo por considerar nojento/sujo, lavagens excessivas e ritualizadas das mãos); dúvidas seguidas de verificações ou de perguntas repetidas, ou da necessidade de confirmações (ex. ligar várias vezes para os pais quando estes viajam para se certificar de que nada de horrível aconteceu; verificar a porta ou para ter certeza que está trancada, ou que os materiais estão na mochila), seguidos muitas vezes por evitações (por ex. não chegar perto dos colegas, não usar o banheiro do colégio). Também são comuns preocupações com simetria, alinhamento ou exatidão (ex. sensação de que as coisas não estão no devido lugar) ou simplesmente a necessidade de refazer várias vezes para que fique perfeito ou completo (ex. os temas de casa, passar a limpo várias vezes as anotações de aula ou os cadernos, reler inúmeras vezes uma página ou um parágrafo para ter certeza de que de que captou tudo ou de que a letra está perfeita).

O TOC em crianças e adolescentes, comumente está acompanhado de outras comorbidades, como por exemplo tiques, depressão, transtorno do espectro do autismo, Síndrome de Tourette, transtorno de ansiedade, transtornos alimentares, transtornos de ansiedade de separação, entre outros.


Para compreender melhor


Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é uma condição na qual um indivíduo experimenta pensamentos Intrusivos, imagens ou impulsos que geram um alto grau de sofrimento emocional. Embora essas emoções envolvam principalmente excitação ansiosa; culpa e desgosto também pode ser experimentado. Por exemplo, uma mulher com Transtorno Obsessivo-Compulsivo, pode experimentar uma obsessão que envolve o pensamento ou a imagem de matar seu filho por esfaqueamento. Estes pensamentos intrusivos fazem com que ela se sinta ansiosa, com nojo de si mesma, bem como sentimento de culpa. Esta angústia emocional é desencadeada não só por pensamentos intrusivos, mas principalmente porque este pensamento é egodistônico (ou seja, não é uma representação verdadeira de sua verdadeira personalidade). Como resultado desse sofrimento emocional, a pessoa sente a necessidade de executar algum tipo de ritual. O ritual serve para duas funções: (1) para reduzir a intensidade da ansiedade, desgosto, etc. e (2) para impedir ou diminuir a probabilidade de agir como aquele pensamento / imagem. Isto é referido como “fusão pensamento-ação”.

Então percebe-se, que mesmo a pessoa tendo consciência de seus rituais sem sentido, elas sofrem, por terem dificuldade de não se engajarem nos pensamentos intrusivos.





As obsessões no TOC, são definidas como:


· Pensamentos recorrentes e persistentes, impulsos ou imagens que são intrusivos e causam ansiedade ou angústia; mas não são preocupações excessivas com problemas da vida real;


· A pessoa tenta ignorar, reprimir ou neutralizar estes pensamentos, impulsos ou imagens;


· A pessoa está consciente de que os pensamentos obsessivos, impulsos ou imagens são um produto de sua própria mente, em oposição delirante a sua natureza.


As compulsões no TOC, são definidas como:


· Comportamentos repetitivos ou atos mentais que a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão;

·

Os comportamentos ou atos mentais são dirigidos a prevenir ou reduzir o sofrimento ou um evento ou situação temida;

Esses comportamentos ou atos mentais não podem ser sempre associados ao conteúdo do tema obsessivo.

Por exemplo, se o tema é a contaminação, o ritual pode envolver ensaio mental ou contagem;

Os sintomas de TOC não são o resultado de outra perturbação psiquiátrica presente ou causado por uma condição médica ou abuso de substâncias.


A autoconsciência da doença, um critério-chave do DSM-5, pode agir como um elemento dissuasor para receber tratamento. O indivíduo pode esconder o comportamento e realizar seus rituais em segredo. Pode haver aspectos socialmente inaceitáveis ​​sobre a natureza das obsessões da pessoa, tais como dano ou comportamento sexualmente desviante, tornando-se cada vez mais difícil para o indivíduo a divulgar seus sintomas ao seu médico, ou um membro da família, devido à vergonha e embaraço. A interferência nas funções do dia-a-dia, vergonha e angústia, pode contribuir para a depressão que indivíduos com TOC muitas vezes experienciam.

A Terapia Cognitivo-Comportamental focada na família, tem sido indicada e bem sucedida.


Diferenciação entre TOC e Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva (DSM-5 301.4 (F 60.5)


“Embora o transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva e o TOC tenham nomes semelhantes, suas manifestações clínicas são bem diferentes. O transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva não é caracterizado por pensamentos intrusivos, imagens ou impulsos ou por comportamentos repetitivos que são executados em resposta e essas intrusões; em vez disso, ele envolve um padrão mal-adaptativo duradouro e disseminado de perfeccionismo excessivo e controle rígido. Se um indivíduo manifesta sintomas de TOC e transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva, ambos os diagnósticos podem ser dados” (DSM-5, p. 241–242).

No transtorno da personalidade obsessivo-compulsiva, o principal é a presença da preocupação com ordem, perfeccionismo e controle mental.

O sujeito mostra-se tão preocupado com seus padrões e regras, que muitas vezes se perde do objetivo principal. Seus padrões de perfeccionismo são tão exagerados que normalmente não consegue terminar sua tarefa. São viciados em trabalho (workaholic), abrem mão de lazer e amizades em função do trabalho, sem necessidade financeira. São escrupulosos e moralistas de forma extremista, sem explicações de ordem religiosa ou cultural. Não conseguem descartar objetos usados ou sem valor, mesmo que não haja valor sentimental. Tem dificuldade de trabalhar em equipe ou delegar tarefas. Adota estilo miserável de gastos com si e com os outros. Acumula dinheiro para catástrofes. É rígido, teimoso e inflexível.


E na visão Espírita


A respeito dos distúrbios psíquicos, o médico Dr. Ricardo di Bernardi, membro do Instituto de Cultura Espírita de Santa Catarina, diz que “a origem é sempre espiritual, pois o cérebro não pensa, quem pensa é o espírito. O cérebro retransmite o que pensamos. Nossos arquivos perispirituais contém registros de inúmeras encarnações que muitas vezes jazem adormecidos a espera do estímulo para serem corrigidos, burilados e reorganizados de forma equilibrada”.

“Nosso corpo espiritual, ou perispírito, traz, de outras encarnações, alterações energéticas ou desequilíbrios que vibram em uma determinada frequência e, por isto, sintonizam, favorecem, ou atraem estas situações de distúrbios mentais. Há, também, situações decorrentes da atual existência, assim: O espírito quando produz, constantemente maus pensamentos, ou expressa sentimentos de baixa vibração, ou seja, doentios, estes são veiculados pelo perispírito e manifestam-se no corpo gerando graves problemas e alterações no corpo físico modificando a expressão de ideias, pensamentos e sentimentos”.

Estas afirmativas nos levam às origens cármicas dos distúrbios mentais. Porém, ainda podemos apresentar outras causas muito importantes, como os processos obsessivos e possessivos espirituais, e ainda as atribuídas à “mediunidade mal desenvolvida ou mal doutrinada”.


Com relação a esta segunda hipótese, há quem afirme que grande parte dos pacientes internados em hospitais psiquiátricos, ou sob tratamento psiquiátrico, são médiuns que não se deram conta de sua mediunidade.

Porém, vejamos o que relata o estudo de Jordan Campos, terapeuta baiano, com grande experiência no tratamento de pessoas com TOC e outros casos de transtornos psiquiátricos, realizados com pacientes oriundos de Centros Espíritas (Kardecistas e outros):


“São inúmeros os casos de que tenho registro de principalmente jovens entre 14 e 22 anos com graves queixas psíquicas e de desorientação generalizada, produzindo claramente sintomas conhecidos e encaixados como Esquizofrenia, TOC e Bipolares que tiveram seu início em Centros Espíritas quando do chamado ‘desenvolvimento mediúnico’”.


“…O fato é que muitos transtornos severos estão tendo início por “trabalhadores” espíritas completamente mistificados e sem a mínima condição de decidir sobre tal ‘desenvolvimento mediúnico’, sob verniz de grandes sábios do espiritismos, com práticas intensivas e inapropriadas, tomando uma parte como um todo, e comprometendo vidas. O fato outro, é que sou um terapeuta com raízes fundamentais na filosofia espírita, frequentando e trabalhando em Centros desde os 14 anos, e falo com propriedade e vivência…”.

“…Os jovens têm carregado processos complexos herdados de cargas biológicas e ‘cármicas’ de seus antepassados e de seus traumas de infância, e um desenvolvimento mediúnico pode resultar no aflorar de todo este conteúdo em forma descontrolada, que ligado ao processo espiritual, sem supervisão terapêutica, podem produzir danos irreparáveis”.


“…Acredito e sugestiono que todo o Centro Espírita tenha um Psicólogo, Terapeuta ou Psiquiatra responsável pela avaliação da necessidade e conduta destes ‘desenvolvimentos mediúnicos…’”.


Fica claro então, que mesmo sabendo que todos os seres humanos possuem algum atributo de mediunidade, não se deve atribuir todo e qualquer sintoma comportamental, psicológico ou psiquiátrico, à falta de ‘desenvolvimento mediúnico’. E que este encaminhamento deve ser feito de forma criteriosa, não dispensando a opinião prévia de um profissional de saúde mental, preferencialmente atuante no espiritismo. Não obstante, podemos afirmar que terapêuticas espirituais baseadas em fluidoterapia (passe), água fluidificada, preces, e também, outras chamadas energéticas, são de grande valia na cura e alívio, para os casos diagnosticados como patologias mentais.

Resta agora abordarmos a hipótese mais importante sobre a causa dessas patologias sob o ponto de vista espírita, que são os processos obsessivos e possessivos espirituais. E como se trata de um assunto assaz interessante e longo, irei detalhá-lo no próximo artigo: Obsessão e Possessão Espiritual.


Até lá…


“Desenvolver força, coragem e paz interior demanda tempo. Não espere resultados rápidos e imediatos, sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa permite que essa decisão se torne efetiva dentro de seu CORAÇÃO.” (Dalai Lama)


Se você gostou do texto lembre-se de clicar no coração para nos ajudar na divulgação do trabalho.

Nos Acompanhe também pelo Facebook:https://www.facebook.com/hollusnucleoterapeutico/l


FONTES:

*O DSM-5 é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais criado e elaborado pela APA (Associação de Psiquiatria Americana) e referência para os profissionais de saúde mental — psicólogos, psiquiatras, psicanalistas — para avaliação e diagnóstico de pacientes. E CID é a Classificação Internacional de Doenças.

https://pt.wikipedia.org/wiki/

http://www.theravive.com/therapedia/Obsessive--Compulsive-Disorder-DSM--5-300.3-(F42)

http://www.psicologiamsn.com/2015/05/

http://blog.newtonpaiva.br/psicologia/wp-content/uploads/2012/06/Revista da Psicologia 47

http://jordancampos.blogspot.com.br/2011/05/aviso-de-um-terapeuta-aos-espiritas.html

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

© 2015 por Hollus Nucleo Holístico Terapêutico.

 

CONTATO

hollusterapias@gmail.com 

Skype: moyses.araujo.982 

Facebook: hollusterapias 

Twiter: @TerapeutaMoyses

VISITE NOSSO CANAL

http://bit.ly/1Yi1T6y

 

LIGUE

Cel: 03298845-0395 (whatsApp)

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Instagram Social Icon
bottom of page