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SONHOS. COMO INTERPRETAR OS SONHOS? O SONHO É REAL, MENTIRA, PARANORMAL? QUANDO TEMOS AQUELA NOITE D

  • Moyses Araujo
  • 25 de mai. de 2016
  • 9 min de leitura

Interpretar os sonhos é algo que a humanidade sempre vem tentando. À nível subconsciente percebemos que os sonhos possuem grande significado.

Os sonhos são uma porta aberta que nos conduz a um grande conhecimento de nós mesmos.

Vamos aprender como abrirmos essa porta.

O 1º. Passo para interpretar os sonhos é tomarmos conhecimento deles.

Isto nem sempre é fácil, pois é comum não nos lembrarmos deles com detalhes.

Como não esquecer o que sonhamos

Um exercício interessante para que não nos esqueçamos dos sonhos, é deixarmos toda noite, ao lado de nossa cabeceira, lápis e papel (ou o próprio gravador do celular poderá ser usado). E sempre que despertarmos de algum sonho, nos empenhemos em registrá-lo. É muito comum, despertarmos e ao adormecermos novamente, prosseguirmos dando continuidade ao sonho, ou novos sonhos se sucederem. Se nos propusermos a registrá-los poderemos obter um bom material para análise. Este exercício, a princípio, pode ser considerado um tanto incômodo ou desconfortável, principalmente se dormimos acompanhados. Porém, com jeitinho, conseguiremos fazê-lo adequadamente.


Mas se de fato queremos interpretar nossos sonhos, este exercício deverá ser feito algumas vezes. É muito recomendável para pessoas que acordam sempre muito cansadas, alegam que sonham à noite toda, ou tem pesadelos recorrentes.

Registrar os sonhos é importante para conhecermos o que se passa em nosso subconsciente. E nos ajuda a fortalecer as conexões entre consciente e subconsciente.

Um outro exercício, mais fácil, porém menos eficaz, é ao invés de registrar os sonhos após o despertamento, apenas sentar-se na cama e relembrá-lo para tentar se lembrar dele ao amanhecer. Porém, como sonhamos várias vezes durante a noite, é possível que nos lembremos apenas parte do que sonhamos.


Mas o que são sonhos?


Para a ciência é uma experiência de imaginação do inconsciente durante nosso período de sono. Na opinião de Sigmund Freud, os sonhos noturnos são gerados, na busca pela realização de um desejo reprimido. Recentemente, descobriu-se que até os bebês no útero têm sono REM (movimentos rápidos dos olhos) e sonham, mas não se sabe com o quê. Em diversas tradições culturais e religiosas, o sonho aparece revestido de poderes premonitórios ou até mesmo de uma expansão da consciência.

Existem duas fases do sono. A primeira é o sono de ondas lentas, em que a atividade do cérebro é baixa e, por isso, não se formam filmes em nossa mente, apenas pensamentos mais ou menos normais que passam em uma espécie de tela escura, em imagens. Já a segunda fase, é considerada de alta atividade, é chamada REM — sigla em inglês, para movimento rápido dos olhos. E é durante a fase do REM que os sonhos ocorrem, pelo menos nos adultos.


Veja no gráfico EEG (Eletroencefalograma) as alterações de onda cerebral.

Para Freud, no enredo onírico há o sentido manifesto (a fachada) e o sentido latente (o significado), este último realmente importante. A fachada seria um despiste do superego (o censor da psique, que escolhe o que se torna consciente ou não dos conteúdos inconscientes), enquanto o sentido latente, por meio da interpretação simbólica, revelaria o desejo do sonhador por trás dos aparentes absurdos da narrativa.

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, baseado na observação dos seus pacientes e em experiências próprias, tornou mais abrangente o papel dos sonhos, que não seriam apenas reveladores de desejos ocultos, mas sim, uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação.

Um aspecto muito importante em se atentar nos sonhos, segundo a linha junguiana, é saber como o sonhador, o protagonista no sonho (que representa o ego) lida com as forças malignas (a sombra), para se averiguar como, na vida desperta, a pessoa lida com as adversidades, a autoridade e a oposição de ideias. Jung aponta os sonhos como forças naturais que auxiliam o ser humano no processo de individualização.

Ao contrário de Freud, as situações absurdas dos sonhos para Jung não seriam uma fachada, mas a forma própria do inconsciente de se expressar.


Sob o ponto de vista Religioso


A oniromancia, previsão do futuro pela interpretação dos sonhos, tem grande credibilidade nas religiões judaico-cristãs: consta na Torá e na bíblia que Jacó, José e Daniel receberam de Deus a habilidade de interpretar os sonhos. No Novo Testamento, São José é avisado em sonho pelo anjo Gabriel de que sua esposa traz no ventre uma criança divina, e depois da visita dos Reis Magos um anjo em sonho o avisa para fugir para o Egito e quando seria seguro retornar à Israel.

No Islamismo, os sonhos bons são inspirados por Alah e podem trazer mensagens divinatórias, enquanto os pesadelos são considerados armadilhas de Satã.

“Os sonhos são um ponto de encontro entre o divino e o humano, entre a vida e a morte, o mundo humano e o mundo espiritual, o mundo conhecido e o desconhecido, e todas essas possibilidades estão no sonho.” Tenzin Wangyal Rinpoche, livro: Yoga dos Sonhos.


Mas o que de fato importa


Quando sonhamos, exprimimos o que pensamos e sentimos da mesma forma como se estivéssemos acordados. Alguns sonhos são formados por imagens e pensamentos que registramos durante o estado de vigília (acordados), ou ainda por mensagens subliminares percebidas penas por nosso inconsciente. Mas o que importa é para o nosso cérebro é real. Portanto a fisiologia que é gerada durante um sonho é a mesma. Nosso cérebro não distingue o real do imaginário, é como se dá no fenômeno da Hipnose, ou auto-hipnose.

Os sonhos são uma viagem, não uma pura fantasia. São uma viagem onde nossos pensamentos e sentimentos se expressam no momento exato que os temos.

Enquanto sonhamos, deixamos temporariamente o plano da realidade material e nos deslocamos para um plano de realidade mais sutil.


Nem sempre nossos sonhos relatam coisas, fatos e pessoas que tenhamos a consciência de tê-las visto ou conhecido anteriormente. Como se dá isso? A ciência até pouco tempo não se arriscava a explicar nada, porém os estudos quânticos esmiuçando as crenças esotéricas e espirituais, encontram realidades virtuais, onde se pode considerá-los como viagens cósmicas, a pontos do Universo em tempos e espaços diferentes onde já vivemos, ou iremos viver, ou quem sabe vivemos paralelamente…


Como Interpretar os Sonhos

Podemos levar em conta dois aspectos:


1- Durante os sonhos, nosso subconsciente expressa sentimentos e emoções que foram reprimidos durante nosso estado de vigília (ou durante o dia-a-dia);

2- Os sonhos refletem o que sentimos naquele momento;

Com isto em mente , uma maneira muito eficaz de interpretar sonhos é olhar não tanto o que acontece no sonho, mas o que sentimos enquanto sonhamos .

Por exemplo, imagine que você está sonhando que você está andando através do deserto e você se depara com um velho amigo. Certamente, em um sonho, tudo tem um significado, e pode se perguntar por que você sonhou com um deserto e porque apareceu aquele amigo que você não vê. Mas uma análise deste tipo é muitas vezes dificultada pela diversidade e complexidade dos sonhos.

Para simplificar, você pode deixar fora alguns detalhes do que acontece, e olhar para fora, principalmente para as emoções. O que você sentiu quando andava através do deserto ? Qual foi a sensação de rever o seu amigo? E em que situações o seu dia-a-dia você sentiu emoções semelhantes ?


Se você sonhou com um deserto, é porque seu subconsciente achou que era uma boa maneira de expressar suas emoções internas. Você pode se perguntar por que você escolheu este sonho e não outro, para manifestar o que está dentro de você, mas é mais sensato apenas descobrir as emoções que o levaram a criar esse sonho.

Assim, uma maneira relativamente simples de interpretar os sonhos é fazer-se duas perguntas:


O que você sentiu durante o sono ?

Como você se relaciona com essas emoções e qual o significado que elas têm para você ?

Com estas duas perguntas simples, você pode descobrir muitas coisas dentro de você.

E também dar-lhes espaço para que elas venham à superfície e se expressar livremente.

Desde os tempos antigos sonhos têm sido considerados uma forma de contato com a divindade e a melhor maneira de prever eventos futuros. Os sonhos nos trazem todas as noites universos, personagens misteriosos, incomuns, visões infernais ou angelicais , episódios maravilhosos que não poderia se viver acordado, e lembranças do cotidiano.

Sonhar é abrir uma porta da mente. Todas as esperanças, ambições, desejos, medos, fantasmas, amigos, bons e maus momentos podem estar lá, fazem parte da mente primitiva e fornecem um caminho para realidades que estão fora do âmbito da lógica, os sonhos têm sido estudados através dos séculos e são uma parte importante da psicanálise moderna.


Lembre-se que um sonho unifica o corpo, mente e espírito. Fornece o conhecimento sobre nós mesmos e meios para explorar a personalidade. Se você entender seus sonhos, você pode ter conhecido e compreendido um pouco melhor e você pode ficar a conhecer e melhorar os aspectos de sua própria personalidade.

O trabalho de psicanalistas famosos como Freud e Jung tem ajudado milhares de pessoas normais e saudáveis, para não mencionar os muitos casos de distúrbios mentais graves. Os seus resultados podem ser aplicados de uma maneira simples para a experiência de cada um.

Técnicas de Hipnoanálise e Regressão de Memórias tem sido muito eficazes para elucidar-se questões referentes a sonhos e pesadelo recorrentes, desvendando enigmas e traumas ocorridos na infância, vida uterina e em vidas passadas, libertando dessa forma pessoas dos grilhões da culpa e fortalecendo-as para a prática do perdão e autoperdão para que possam seguir a vida mais felizes.


Por que às vezes nos sentimos como se caímos quando dormimos?

É muito comum acordarmos assustados sonhando que caímos de um abismo ou em uma queda repentina e profunda.

Este fenômeno tem vários nomes mioclonia, espasmo mioclônico ou sacudida hípnica. Este espasmo muscular involuntário que ocorre durante a transição entre a vigília e o sono, mas às vezes se faz com grande choque, o que é na verdade um sinal benigno. Geralmente, é experienciado quando a pessoa está muito cansada ou tenha dormido pouco ou mal durante os dias anteriores. Embora possa haver uma exceção, como assinala Joan Liebmann -Smith em seu livro “Ouça o seu corpo”, onde ele coloca que se esses espasmos ocorrem com muita frequência podem indicar um transtorno neurológico chamado Narcolepsia, vulgarmente conhecido como Síndrome das pernas inquietas.


Na Visão Espírita


Segundo o Livro dos Espíritos Questões 400 a 412:

“(…) Durante o sono, apenas o corpo repousa, pois o Espírito não dorme; aproveita-se do repouso do corpo e dos momentos em que a sua presença não é necessária para atuar isoladamente e ir aonde quiser, no gozo então da sua liberdade e da plenitude das suas faculdades (…)”

“(…) a lembrança do que o vosso Espírito viu durante o sono. Notais, porém, que nem sempre sonhais, porque nem sempre vos lembrais do que vistes ou de tudo o que vistes. (…).”

“(…) Os maus Espíritos também se servem dos sonhos, para atormentar as almas fracas e pusilânimes.(…)”

“(…) Os sonhos não são verdadeiros, como entendem os ledores da sorte, pelo que é absurdo admitir que sonhar com uma coisa anuncia outra. Eles são verdadeiros no sentido de apresentarem imagens reais para o Espírito, mas que, frequentemente, não têm relação com o que se passa na vida corpórea. Muitas vezes, ainda, como já dissemos, são uma recordação.


Podem ser, enfim, algumas vezes, um pressentimento do futuro, se Deus o permite, ou a visão do que se passa no momento em outro lugar a que a alma se transporta. (…)”

À medida que a pessoa desenvolve a capacidade de lembrar-se dos sonhos — há orientações médicas e psicológicas a respeito — , os sonhos se tornam mais nítidos. Surgem, então, com frequência cada vez maior, os chamados sonhos espíritas, assim denominados pela lucidez e coerência das lembranças. Esta situação é de grande valia para o encarnado, auxiliando-o em seu progresso espiritual.


Martins Peralva, em seu livro Estudando a Mediunidade, capítulo XVII, descreve que há três tipos de sonhos: comuns, reflexivos e espíritas. Os sonhos comuns são “aqueles em que nosso espírito, desligando-se parcialmente do corpo, vê-se envolvido e dominado pela onda de imagens e pensamentos seus e do mundo exterior, uma vez que vivemos num misterioso turbilhão das mais desencontradas ideias”. Como sonhos reflexivos “categorizamos aqueles em que a alma, abandonando o corpo físico, registra as impressões e imagens arquivadas no subconsciente e plasmadas na organização perispiritual”. Já nos sonhos espíritas, “a alma, desprendida do corpo, exerce atividade real e afetiva, facultando meios de nos encontrarmos com parentes, amigos, instrutores e, também, com nossos inimigos, desta e de outras vidas”.


No livro, Missionários da Luz, André Luiz, relata que podemos ser levados em sonhos a cursos de aprendizados, ele narra o exemplo de uma escola no plano espiritual onde havia cerca de 300 alunos encarnados matriculados, mas com um comparecimento constante de apenas 32 deles. Informa que a lembrança do aprendizado variava de alma para alma e de acordo com o estado evolutivo que lhe é próprio.

É recomendável ao anoitecer, próximo a hora do sono, ouvir música relaxante, ou ler um bom livro, ao invés telenovelas e notícias estressantes, e ao deitar-se para dormir entregar-se a oração e a meditação fazendo uma avaliação de seu dia e revendo os pontos em que se falhou com o objetivo de reparação.

Como vimos os sonhos são objeto de estudos milenares, culturas ancestrais, psicanalistas de renome, doutrinas espiritualistas, deixaram legados importantes para que os sonhos possam ser analisados terapeuticamente.

Você tem sonhos ou pesadelos recorrentes? Costuma sempre acordar pela manhã fatigado, com sensação de pânico, ansiedade e angústia? Deixe seu relato, ou entre em contato, ficarei feliz em poder ajuda-lo!

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Oração da noite: “Minha alma vai se encontrar por instantes com outros espíritos. Que aqueles que são bons venham me ajudar com seus conselhos. Meu anjo guardião, fazei com que, ao despertar, eu conserve uma durável e salutar impressão desse convívio”. Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo. Coletânea de Preces.

Não é o quanto fazemos, mas quanto amor colocamos naquilo que fazemos. Não é o quanto damos, mas quanto amor colocamos em dar. (Madre Teresa de Calcutá)


Fontes:

Los Sueños — Jan Anguita — Espanha

PT Wikipédia

Xataka Ciência — México

KARDEC, Allan. Obras Póstumas.

KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos.


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